terça-feira, fevereiro 22, 2011

Ano vai, ano vem

Tristezas, angústias e dúvidas parecem estar ficando pra trás. Com elas, minha inspiração também parece estar indo embora. Tudo está como parece que deve ser. As alegrias estão fluindo com uma naturalidade de causar arrepios nos mais desavisados, está tudo acontecendo como um dia queria que fosse. Desse jeito, falar sobre o que?

As alegrias não inspiram como a tristeza, as certezas não são perturbadoras e não geram coisas na minha cabeça. Estranha sensação essa. Antes fazia pra desabafar, depois fazia por gostar, depois por uma dúvida apenas e, agora, simplesmente não faço mais. Creio que ainda gosto, porém, não tenho tanta certeza. Só repito as coisas em tudo. Incompetência do meu cérebro, acostumado com desapontamentos.


Não nego que ainda queria ser capaz de fazer o que fazia. Sim, claro que as coisas não estão como num paraíso. É óbvio que ainda existem problemas, afinal, não existe receita de vida sem esses ingredientes. Falando em problemas, eu bem que queria dar um jeito no maior deles. Não são poucas as vezes que me pego pensando numa solução pra essa coisa. Hmm...

Enfim, acho que tudo seria mais fácil se minha inspiração não me abandonasse nos momentos bons. E o que foi necessário pra ela ir embora? Ovo, farinha e outras coisinhas mais. Não sei, acho que, do jeito que estão as coisas, prefiro ficar sem inspiração o resto da vida. Ai ai, ó a bagunça que tá ficando isso aqui. Creio estar perdendo o jeito da coisa. Infelizmente acontece.

“Parabéns”, alguns poderão dizer hoje. Responderei com um obrigado cordial e, possivelmente, em um tom nem tão alegre nem tão triste. Ainda existem coisas que não me conformo, a partida de minha inspiração é a mais insignificante delas. Sim, eu sei que existem coisas para serem celebradas hoje, mas também existem coisas para serem lamentadas. Bom, então que seja:

- Parabéns

- Obrigado

E assim acaba o pior de todos.

sábado, janeiro 15, 2011

Jardins da Babilônia



(Pi)........................................................................................................................ (Pi)

Jardins da Babilônia. Eles são belos e encantadores. (Pi). Conseguem hipnotizar qualquer um com sua beleza e magia únicas. São capazes de envolver qualquer pessoa no ritmo de suas melodias aconchegantes e tranqüilas (Pi).. A atmosfera presente ao redor deles é inexplicável e só os que conhecem têm idéia do que é. (Pi).

Deviam conhecer esses jardins. (Pi). São esplêndidos. (Pi). O tempo é muito curto, vocês deviam tentar ser um pouco mais rápidos. (Pi). Emissários e viajantes disseram que os jardins estão doentes e que devem partir em breve. (Pi). Como pode tamanha beleza estar machucada e partir tão brevemente? (Pi). Não pode ser, não pode ser. (Pi).

Jardins da Babilônia (Pi). não são mais capazes (Pi). de reconhecer os próprios (Pi). jardineiros. Estão com (Pi) .dificuldade de se comunicar (Pi). e começam a (Pi). ter dificuldades sérias (Pi). Pobres jardins, (Pi). já estão começando a murchar e (Pi). o tempo parece ser muito (Pi).curto. Pobres jardins, (Pi). é visível (Pi). a dificuldade (Pi). que têm (Pi). Para (Pi). respirar. (Pi).

Não há (Pi).mais(Pi). o que fazer (Pi). Os jardins(Pi). estão (Pi).se preparando (Pi). para partir (Pi). e tudo(Pi). o que (Pi).podemos (Pi). fazer é (Pi). ver (Pi). o fim. (Pi). Lamentável. (Pi). Vamos torcer(Pi). para (Pi).que(Pi). sua (Pi). alma (Pi). vá (Pi). para (Pi). um lugar (Pi). melhor. (Pi). Grandes jardins, (Pi). queríamos que (Pi). soubessem (Pi). que vocês (Pi). sempre estarão (Pi). em (Pi). nossos (Pi). corações (Pi). e mentes. (Pi). Descansem em paz.

(Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi). (Pi).

(Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii).

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Silêncio e lágrimas.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Há algum tempo...

Era uma noite muito atípica. As melodias dos ventos e árvores eram assustadoras e a noite tinha a forma de um monstro horrendo. Mesmo com um medo anormal, decidi tentar dormir e espantar logo aquelas criaturas malditas. O que eu estava fazendo caminhando naquela escuridão devastadora?


Era medonho. As árvores pareciam estar prestes a atacar. A brisa tocava uma orquestra bizarra e meu coração tremia seguindo o ritmo daquele maestro oculto e pavoroso. Por que exatamente estar ali? Por que os caminhos têm de ser sempre tão tortuosos? Vida maldita. Por que, exatamente, insiste em dificultar coisas que podem ser tão simples? Vida ridícula.


Realmente, é uma trilha muito difícil de ser seguida. Não tenho mais forças para continuar e voltar a ser o que era antes de tudo ficar tão turbulento. Agora, uma coisa, por que são sempre as pessoas erradas? Por que é o tempo errado? Por que é a vida errada, a trilha errada? Minha cabeça já não tem mais forças para continuar.


O corpo já está fraco, estou há muito tempo seguindo uma trilha que não leva a lugar algum. São muito comuns as vezes quando grito por ajuda, porém, ninguém nunca apareceu para me ajudar de forma eficaz. Pessoas, pessoas e mais pessoas. Não conseguem entender o que realmente quero. Chega disso, vou ficar parado. Vou, simplesmente me adaptar a esse cenário horrendo. Afinal, quem foi que disse que seria algo fácil viver?


E aqui estou. Estagnado, parado, involuindo e deixando a morte me consumir com o passar do tempo. Pelo menos o cenário já é muito propício. O que, exatamente, você está esperando para acabar com a minha trilha? Por que não acaba logo com esse sofrimento todo? Por que insiste em fazer com que eu sofra aos poucos? Vida maldita, por que não acabar logo essa guerra? Meu coração não aguenta mais isso. MORTE, onde está a sua tão temida foice agora?

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Drogas? Nem sempre.


Como que fui viciar em algo assim? Nem convivo muito com isso e mesmo assim estou obcecado por aquilo. Maldita droga, é a única que pode me acalmar agora. Maldito organismo, por que viciou em algo que não vai te levar a lugar algum?

Putz, nem me lembro direito como que isso foi começar. Tem um tempinho já, sobre isso não há dúvida. É incrível como nossos órgãos ficam tão dependentes de algo de uma hora pra outra. Há pouco tempo atrás, eu nem me dava conta da falta que isso fazia, ou melhor, até dava, mas não sabia que era algo tão importante assim.

E agora, o que fazer para manter meu organismo em ordem já que estou tão longe da fonte daquilo.? Tento escrever, porém, não parece dar muito jeito em certas partes do meu corpo. Preciso daquilo, preciso muito. Já está passando da hora. Esta cidade, está quase na hora de deixá-la. Logo logo vou poder correr atrás daquilo que meu ser tem tanta necessidade.

Maldita droga, nunca a consumi por completo para ficar viciado desse jeito. Órgãos fracos, ainda não compreendo o motivo de tamanha obsessão. Contudo, o que posso fazer? Não posso lutar contra as vontades de meu próprio organismo. Vou tentar arranjar um jeito... Drogas, até podem fazer seu mundo feliz, mas, ao mesmo tempo, destroem sua vida numa velocidade impressionante.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

22/12/10


Há um tempo, eu até que escrevia sobre outras coisas. Eram coisas estranhas, pensamentos, pesadelos, reflexões, enfim, coisas que habitavam minha mente por tempos e tempos. Hoje, continuo escrevendo sobre pensamento, mas agora é algo muito específico. Chega a ser repetitivo as coisas que vem à minha cabeça e já estou ficando louco com isso.

Por que eu fiz aquela besteira? Agora, muito dificilmente, as coisas serão do mesmo jeito. Por mais que digam que isso não tem muito reflexo nas atitudes tomadas de agora em diante, eu sei que tem. Mesmo estas sendo inconscientes, isso acontece e acho que isso é bilateral. O jeito mesmo é torcer para que nada mude radicalmente. 

Insônia, boa e velha companheira, estamos juntos há muito tempo e parece que ela não vai me largar tão cedo. Mudanças, até que podem ser coisas boas, mas não deixam de ser aterrorizantes. Pesadelos, agora eu sei que vão invadir meu descanso como nunca fizeram antes.

E esses dias que estão pra chegar, como será? Não pode ser nenhum pouco parecido com esses últimos, caso seja, espero poder disfarçar tudo que se passa. É muito ruim ficar dando trabalho para outras pessoas com seus problemas, suas mágoas, suas lágrimas. Por mais que sejam seus amigos, é um pouco incômodo.

O que vou fazer a partir desse momento? Confesso não ter resposta nem opções que me satisfaça. Acho que vou fazer um disco voador... com um significado até que estranho. (...) Não seria uma má idéia.