quinta-feira, janeiro 30, 2014

Quase Sonho

No jardim, as folhas mudavam de lugar, o vento batia na árvore que ali estava, as folhas caíam e se arrastavam lentamente. O sol já não estava alto, ia se por em uma ou duas horas, a temperatura era agradável, era um belo dia, não era possível negar.
Sentou-se na varanda, levantou-se, caminhou, olhou para as nuvens. O tempo estava fechando. Aquele era o dia do adeus, não sabia como reagir, não sabia o que fazer ou o que dizer. Faria, diria, mas sem consciência do que. O céu deixa de ser totalmente azul, o cinza toma parte dele. Afinal, aquele era o dia e o céu não poderia estar em sua mais bela forma. Sentou-se novamente e esperou.
Ao longe, via a pessoa que tanto queria, ela se dirigia à sua casa eram poucos os minutos que esperaria para que as palavras de adeus fossem ditas. Não queria, mas era inevitável. Fechou os olhos e esperou.
          Finalmente, ela havia chegado à sua cerca. Ela parou, encarou o homem que sabia que a esperava, olhou para a árvore que balançava com o vento, para as folhas no chão. Ficou ali por alguns segundos, ou minutos, como alguém que está tendo ótimas lembranças. Deu os próximos passos e chegou à varanda onde estava o homem. Uma cadeira ao lado dele a esperava.
- Boa tarde – disse a mulher que acabara de chegar.
- Boa tarde- respondeu.
- Então, hoje é o dia, vim me despedir de ti.
- Sei disso, é realmente uma pena.
- Sei que sabes o porquê de estar partindo, então, não me explicarei.
- Sim, perseguirás teus sonhos, compreendo perfeitamente.
           Ali passaram uma hora conversando, ela falou de suas ambições, explicou seus sonhos, o motivo de estar partindo, contrariando completamente o que acabara de falar. Achava que ele não sabia de tudo, pensava que sabia de verdades quebradas. O homem a ouvia atentamente, prestava atenção em todas as manias com as quais conviveu por muito tempo. Como os braços se mexiam enquanto falava, as piscadas mais longas dos olhos, a mão no cabelo e coisas assim. Atenção a todos os detalhes.
- Espero não te magoar por estar partindo.
- Não te preocupes, ficarei bem, não afirmo que ficarei como a melhor pessoa deste mundo, mas, como já disse, te compreendo perfeitamente.
- Peço perdão pelas feridas, mesmo que sejam pequenas. Meu sonho parece ser tão real, não há como ficar aqui e não o perseguir.
- Apenas siga o que tiveres vontade de seguir. Agora, dê-me um abraço e vá.
           Abraçaram-se e, naquele momento a chuva já começava a cair, muito embora o sol ainda estivesse ali, quase escondido, é verdade, mas sua luz ainda era visível. Um abraço era realmente tudo o que queria naquele momento. Os olhos daquele homem se fecharam e não se sabe a força do desejo dele para que aquilo fosse eterno.
             Os corpos se separaram do abraço, a mulher abriu seu guarda-chuva e preparou-se parar ir
- Espero que fique feliz.
             O homem, debruçado no balcão, observou os passos da mulher no jardim, a árvore e as folhas molhadas e a distância entre os dois que só aumentava. Compreendera que ela estava atrás de tudo o que sonhava, mas lamentava por ver o vento e a chuva levarem o seu maior sonho. “Espero que fique feliz”. As últimas palavras do sonho que sumiria em breve, e como queria ficar feliz. Era uma pena, mas teria de achar a felicidade vivendo num poço de tristezas.

terça-feira, dezembro 31, 2013

Jasmim

- Essas flores, todas elas são tão sem personalidade, sem cores, perfume e graça. Poderia substituir todas elas por grama que não faria diferença. As pétalas não chamam atenção, não há motivos para que eu continue aqui.
            Foram as últimas palavras daquele adolescente antes de mergulhar no mundo em busca de novas flores, cores, perfumes e graça. Simples demais, há campos de flores em qualquer lugar desse mundo. Não seria nada difícil encontrar o que aquele jovem estava procurando. E, de fato, não era difícil encontrar flores por aí, a dificuldade estava em agradar permanentemente aquele andarilho, enjoava das flores com uma facilidade quase tão grande quanto achar as novas flores.
            Não havia perfume em pétalas que o prendesse. As flores o agradavam numa primeira visão, mas não levava tempo para que deixasse de lado e se aventurasse novamente. Caminhava sob a luz do Sol em busca de campos que nunca havia ouvido falar, de flores que, ao que parecia, apenas sua imaginação conhecia. E, por seguir sua imaginação,             perambulou por esse mundo como pouquíssimos já fizeram. Sempre fazendo amizades por onde passava, afinal, não há quem suporte viver sozinho por tanto tempo.
            E, com direções recebidas de uma dessas amizades, seguiu por um longo caminho em direção a um campo onde, supostamente, as flores eram como os sonhos que a grande maioria das pessoas tinha. As flores desse lugar podiam ouvir os que por ali passavam, era o que diziam. Besteira, claro, mas arriscaria de qualquer forma.
            Quando finalmente chegou, percebeu toda a beleza daquelas flores, sentiu o perfume que era exalado por todas aquelas que ali estavam. Encantou-se, como sempre fez quando chegava a um lugar novo, nada que garantisse que ali estavam as pétalas que procurava. Permaneceu por alguns dias, acampou e esperou até que enjoasse daquele lugar.
            Após alguns dias, começou a arrumar suas coisas, estava partindo, seguindo novamente a sua imaginação. E, no momento que colocou o pé na trilha que o levara ali, decidiu dar meia volta. “As flores nos ouvem, por que não falar com elas?” Sentou-se do lado das flores que mais lhe chamavam atenção e recitou alguns versos que tinha na cabeça. Esperou por um tempo e, para sua surpresa, as flores moldaram-se de acordo com o sentimento das palavras que ouviam. Era curioso.
            Esses acontecimentos fizeram que ficasse ali por muito mais tempo, sempre moldando as flores com palavras para ver se tomavam a cara que queria. Nunca se satisfazia e sempre mudava a cara daqueles campos. Até que, certo dia, ou melhor, certa noite, estava com a cabeça repleta de pensamentos, não bons, mas não ruins, pensamentos indefinidos. Dormiu com o cérebro povoado e falou uma infinidade de palavras enquanto dormia, palavras essas que estavam presas em seu subconsciente. Estas moldaram as flores para algo extremamente novo.

            Acordou e maravilhou-se pela beleza que seu inconsciente gerou. Alcançara o campo que tanto imaginou sem entender como. As flores ali pareciam uma espécie de Jasmim, eram belas, tinham um perfume hipnotizante e cores deslumbrantes. Não existiam motivos para que saísse dali. Com os Jasmins casou e com elas sua vida beirava a perfeição. Não se sabe, mas pode ser que tenha sido feliz para sempre.

segunda-feira, junho 17, 2013

Palavra

Ora, quem disse que um dia sentiria tanta falta assim? Amiga, onde está? Apareça, mas faça isso logo, sinto falta de você como sinto de pouquíssimas coisas. Amiga, onde está? Disse que iria ali e que logo voltaria, deixou-me nos vales dessa vida caminhando sozinho, sem inspiração ou algo parecido. Amiga, não consigo te ver por perto, estará bem? Está com frio? Como tem dormido? Que falta sinto do que falávamos no meio da noite, que saudade dos tempos que estava na minha mão sempre que eu precisasse. Amiga, onde está? Está se agasalhando bem? Com quem pode estar agora? Olho para o céu e tudo o que vejo é você, onde estão seus pés? Com quem poderia estar por todo esse tempo? Sei que não me abandonaria sem explicação, por isso, espero o tempo que for necessário para ter você na mão mais uma vez. Amiga, sei que me amou, então, qual seria a razão de tudo isso? Também te amo e admito que sem você sou apenas mais um no meio de milhares que estão por aí. Palavra, por favor, volte logo para sermos felizes como nunca e possamos produzir como sempre.  

segunda-feira, agosto 20, 2012

Arqueologia

Nascer, crescer, envelhecer e morrer. Estava quase completando esse ciclo quando memórias de tempos áureos não paravam de caminhar de um lado para o outro em sua mente e em seus sonhos. Lembrava dos tempos de arqueologia quando costumava encontrar muitas coisas curiosas e outras nem tanto. Entre essas tais coisas, havia uma que nunca saiu de sua cabeça. Estava caminhando no meio de uma terra seca com um clima de deserto, mesmo havendo vegetação na área. Sabia que iria encontrar alguma coisa ali, mas não imaginou que fosse algo que seria tão marcante. Ia caminhando no meio daquela aridez e da vegetação rasteira. Avistou o asfalto e percebeu que estava chegando perto. Mas, chegando perto do que? Pegou o binóculo de dentro da mochila e percebeu algo no horizonte, uma espécie de construção. Foi chegando mais perto e percebeu um prédio caindo aos pedaços, olhou para cima, contou o número de andares e aí estava um problema dentre muitos de suas memórias errantes. Não conseguia lembrar o número exato de andares que tinha aquele prédio nem o material de que era feito. O arqueólogo apenas adentrou os domínios daquela construção.

Aquele pobre idoso era taxado de louco por seus filhos, por dizer coisas absurdas sobre os tempos de arqueólogo que não faziam sentido algum. Coisas como ter visto espíritos nas construções que visitava, ou por insistir que conseguia ver o futuro das pessoas que olhava. Um dom? Ou apenas um quadro estranho de esquizofrenia? Alguns achavam isso, outros achavam aquilo. O certo é que nada havia de certo sobre aquele velho, não importava o que afirmavam os médicos, ou os antigos colegas de profissão, sempre houve e sempre haverá essa dúvida sobre aquele indivíduo.

Aquela construção era realmente apaixonante. Era, razoavelmente, alta e com um grande terreno plano ao seu redor. O arqueólogo invadiu o terreno daquela imponente beleza e avistou no centro algo que parecia ser um banco.  Estava cansado da jornada que fez para chegar até ali, logo, caminhou rumo ao assento e acomodou-se. Tirou uma garrafa de água da mochila, molhou a garganta e começou a olhar ao seu redor. Percebendo o grande espaço que tinha por ali, começou a imaginar o que acontecia lá quando pessoas ainda moravam por ali. Fechou os olhos e os manteve assim por um considerável período de tempo. Sentiu a brisa que passava por ali e o sol batendo em sua pele, até decidir abrir os olhos e ter a visão de como aquele lugar era nos tempos de habitação.

O pobre velho tinha sido jogado em um asilo pelos filhos. Suas histórias e contos não os interessavam mais. Achavam que era tudo uma grande besteira e que sua loucura poderia contagiar os netos. Enfim, nunca pararam para prestar atenção no que aquele pobre tinha para dizer, apenas se livraram dele da maneira mais fácil e conveniente que acharam. Tiraram dele as coisas que ele mais dava valor: a falta de rotina que sempre fez parte de sua vida e a boa conversa que sempre teve com seus antigos colegas sobre as descobertas e aventuras que tiveram juntos.

O arqueólogo conseguia ver claramente todos os espíritos de todas as pessoas que habitaram aquele local em uma determinada época. Ficou fascinado com a simplicidade e a felicidade de quase todos por ali. Procurava algo ali que pudesse ter um significado maior do que tudo que já tinha conseguido. Procurou e nada achou. Depois de um curto período de tempo, percebeu que um dos espíritos o encarava de uma maneira completamente fora do normal, afinal, eles não estavam realmente naquele lugar, eram nada mais nada menos que visões. Aquele espírito tinha a aparência de uma garotinha, e o olhava como se suspeitasse de alguma coisa, era inacreditável o que estava acontecendo.

No asilo, as visitas eram raras e tinha de se contentar com a solidão. Não gostava nenhum pouco daquele lugar, mas aquele lugar gostava muito dele. Muitos dos ali presentes gostavam de escutar suas histórias e aventuras. Porém, ele não ligava para aquilo, tudo que queria era rever os netos e deixar de ser taxado de louco pelos próprios filhos, aqueles mesmos que ele alimentou e educou durante longos anos. Achava inaceitável que fosse odiado pelos filhos que tanto amou e amado por pessoas que ele nunca tinha visto antes. Esquecido, era assim que se sentia.

Estava fascinado pela garotinha que o encarava, olhava fixamente para os olhos dela como se tentasse ver o que aconteceu com ela naquele lugar em um diferente tempo. Era uma tentativa inútil, não conseguia ver nada, apenas a olhava e nada além disso. Quem seria capaz de fazer alguma outra coisa? Uma pena que sua idade não permitia que lembrasse de muitos detalhes sobre aquela pequena garota. Momentos depois, a menina apontou o dedo para o seu rosto e começou a chamar os outros espíritos que os cercavam. Estes começaram a observar a ação da menina por um certo tempo até que todos voltaram a fazer o que faziam e deixando de lado a pequena criança . Alguém que parecia ser a mãe da menina chegou e começou a puxá-la pelo braço como quem diz que já estava na hora de ir pra casa.

Meses se passaram naquele maldito asilo e fez um punhado de amigos por lá, mas, mesmo assim, continuava a detestar o lugar e, por sua vez, o lugar continuava a amá-lo. Aquele ambiente apenas representava a exclusão pro pobre idoso, o esquecimento e a desgraça da rotina que nunca o assombrou, mas o fez nesses últimos meses. Era tedioso, era chato, era tudo que não gostava. As visitas de seus filhos e netos continuavam cada vez mais raras e isso era o que mais lamentava. Não conseguia entender o motivo de tamanha indiferença por parte deles. Sempre foi muito atencioso e presente e fazem tudo isso por acharem que era um louco? Era uma grande injustiça e achava que um dia poderia entender aquilo.

Assistiu a menininha partir com sua suposta mãe com lágrimas nos olhos. Não era pra menos, nunca havia visto nada que chegasse perto da magnitude daquilo em nenhuma de suas viagens. A garotinha olhou para trás e tirou o gorro vermelho que usava e o jogou no chão enquanto mantinha contato visual com o arqueólogo. O aventureiro decidiu fechar os olhos de novo por um razoável período de tempo e depois que os abriu não via mais aqueles espíritos. Caminhou até o lugar onde, supostamente aquele misterioso espírito havia deixado o gorro cair e começou a cavar. Depois de um longo tempo, não encontrou aquele gorro vermelho e sim um pedaço de tecido vermelho. Decidiu sair dali logo em seguida para poder voltar para casa e guardar o mais novo e, por que não dizer, mais precioso de todos os bens que já havia adquirido em uma expedição. Realizou a viagem de volta para casa e colocou aquele velho pedaço de tecido em uma maleta.

Mais alguns meses se passaram no asilo e, com essas lembranças povoando seu cérebro, não parava de pensar naquela menininha que o encarou há muito tempo e no velho pedaço de tecido que guardava. Foi até sua maleta e deu uma olhada naquele tecido, o que provava que de louco ele pouco tinha. E sobre aquela garotinha, continuava pensando o que havia acontecido com ela, o que ela se tornou, o que gostava de fazer, e sobre a vida como era a vida em família daquela fascinante criança. O que seria ela? Será que tinha algum dom parecido com o do velho arqueólogo? Mas como ela podia ver que alguém estaria ali e poderia vê-la depois de tanto tempo? O pobre idoso estava sofrendo com aquilo, não só com aquilo, mas também com uma grave doença. Sabia que a morte estava próxima e que não demoraria muito para partir.

Não pensava em nada, apenas na garotinha, quando, de repente, todos os seus filhos e netos apareceram. Todos sabiam que o idoso estava morrendo e que não demoraria muito para que acontecesse. Conversaram por um longo tempo. Os filhos todos sabiam que não poderiam mais vê-lo em breve, os netos eram muito novos pra entender que não veriam mais o avô em pouco tempo. A conversa seguia até que o velho arqueólogo chamou o mais velho dos filhos para perto e susurrou em seu ouvido toda a história sobre aquela pequena menina.

- Filho, te diria onde minha maleta está, mas não consigo lembrar onde a coloquei. Procure-a e se pergunte novamente se sou louco. - Finalizou o arqueólogo.

Nunca havia levado as histórias de seu pai a sério, mas por ser o último desejo dele, prometeu que iria em busca da maleta, e torceria para que estivesse errado quanto ao julgamento que sempre teve de seu próprio pai.

Nascer, crescer, envelhecer e morrer. É o ciclo natural de todas as coisas que existem nesse doce planeta Terra. O velho decidiu fechar os olhos pela última vez por um considerável período de tempo.

- Envelheceu e me deve muitas respostas. - Sim, esse foi o último pensamento daquele velho enquanto encarava alguem que ninguém mais conseguia ver ou sentir.

Passou seus ultimos minutos assim, pensando em que perguntas poderia fazer. Pensou e pensou...
até que as lágrimas predominaram em toda a sala. Seu ciclo estava completo.

...

sexta-feira, julho 13, 2012

Dia


Era um dia daqueles que os olhos não parecem olhos, estão mais para algum tipo de nascente. Era um dia que se percebia o quão apaixonado está o Sol pela Lua. Um dia que os pássaros cantavam uma melodia não muito comum que fortalecia lembranças. Não era um dia bonito, não era feio, era estranho, esquisito, assim, incomum mesmo. Bom, ruim, sabe-se lá o que achar de dias assim. Noites...

E com a pouca luz que o Sol mandava, percebiam-se estrelas em todo o céu. E as tais estrelas lembravam olhares que há tempo não são vistos. Não estava claro, não estava escuro, luminosidade suficiente para apreciar constelações, observar vaga-lumes e lembrar de coisas que já foram/são importantes. Não era necessário muito, apenas, caíam as pálpebras e os olhos se fechavam. Tudo calmo agora.

Agora, um vaga-lume, devagar vagava, divagava, voava em devaneios, chorava sem motivo e com toda a razão. A vaga que mais quis se foi, pode voltar, mas não sabe onde guardou a fé nisso. Não seca os olhos, sabe que não adianta, ficarão molhados novamente. Não segura as lágrimas, queria pode ignorar tudo com os outros fazem, não consegue, tem o coração sensível demais, encontra-se aos prantos com alguma frequência. Julgava-se forte, e percebe que sempre esteve enganado.

Madrugadas, voltaram a ser solitárias, ainda está se reacostumando a isso. Voltou a olhar o céu e jogar palavras no papel. Voltaram as histórias tristes de outros tempos, sua origem, sua inspiração. Tornou-se novamente aquele homem solitário da noite, inspirado por histórias diferentes. Assobia e não obtem resposta, assobia e lembra das pequenas frutas, assobia, abre os olhos e nao consegue ver nada.

Alimentou-se de ilusões, acreditou que conseguiria, e hoje alimenta-se de esperanças pequenas, tem fé em coisas improváveis. É uma pequena luz apaixonada por uma luz ofuscante, um vaga-lume apaixonado pelo Sol. E tudo que esse vaga-lume quer é virar Lua e deixar o platonismo de lado. Assim, desejo-lhe uma boa sorte.