quarta-feira, janeiro 12, 2011

Drogas? Nem sempre.


Como que fui viciar em algo assim? Nem convivo muito com isso e mesmo assim estou obcecado por aquilo. Maldita droga, é a única que pode me acalmar agora. Maldito organismo, por que viciou em algo que não vai te levar a lugar algum?

Putz, nem me lembro direito como que isso foi começar. Tem um tempinho já, sobre isso não há dúvida. É incrível como nossos órgãos ficam tão dependentes de algo de uma hora pra outra. Há pouco tempo atrás, eu nem me dava conta da falta que isso fazia, ou melhor, até dava, mas não sabia que era algo tão importante assim.

E agora, o que fazer para manter meu organismo em ordem já que estou tão longe da fonte daquilo.? Tento escrever, porém, não parece dar muito jeito em certas partes do meu corpo. Preciso daquilo, preciso muito. Já está passando da hora. Esta cidade, está quase na hora de deixá-la. Logo logo vou poder correr atrás daquilo que meu ser tem tanta necessidade.

Maldita droga, nunca a consumi por completo para ficar viciado desse jeito. Órgãos fracos, ainda não compreendo o motivo de tamanha obsessão. Contudo, o que posso fazer? Não posso lutar contra as vontades de meu próprio organismo. Vou tentar arranjar um jeito... Drogas, até podem fazer seu mundo feliz, mas, ao mesmo tempo, destroem sua vida numa velocidade impressionante.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

22/12/10


Há um tempo, eu até que escrevia sobre outras coisas. Eram coisas estranhas, pensamentos, pesadelos, reflexões, enfim, coisas que habitavam minha mente por tempos e tempos. Hoje, continuo escrevendo sobre pensamento, mas agora é algo muito específico. Chega a ser repetitivo as coisas que vem à minha cabeça e já estou ficando louco com isso.

Por que eu fiz aquela besteira? Agora, muito dificilmente, as coisas serão do mesmo jeito. Por mais que digam que isso não tem muito reflexo nas atitudes tomadas de agora em diante, eu sei que tem. Mesmo estas sendo inconscientes, isso acontece e acho que isso é bilateral. O jeito mesmo é torcer para que nada mude radicalmente. 

Insônia, boa e velha companheira, estamos juntos há muito tempo e parece que ela não vai me largar tão cedo. Mudanças, até que podem ser coisas boas, mas não deixam de ser aterrorizantes. Pesadelos, agora eu sei que vão invadir meu descanso como nunca fizeram antes.

E esses dias que estão pra chegar, como será? Não pode ser nenhum pouco parecido com esses últimos, caso seja, espero poder disfarçar tudo que se passa. É muito ruim ficar dando trabalho para outras pessoas com seus problemas, suas mágoas, suas lágrimas. Por mais que sejam seus amigos, é um pouco incômodo.

O que vou fazer a partir desse momento? Confesso não ter resposta nem opções que me satisfaça. Acho que vou fazer um disco voador... com um significado até que estranho. (...) Não seria uma má idéia.

sábado, janeiro 08, 2011

Incorreto


Então, depois de tanto tempo, esse é realmente o fim? Pode até ser uma coisa boa, mas é meio estranho. Que tipo de leveza é essa? Será que tudo foi realmente embora? Não, claro que não foi. É impossível que uma reviravolta seja tão radical assim, por mais que façamos esforço. 

Veja, ali estou eu, fazendo esforço pra dormir enquanto escrevo. É simples de ver que um mar de pensamentos e dúvidas está presente em minha cabeça. Caso contrário, por que seria tão difícil dormir? Pensamentos e reflexões, todos somos reféns deles. Algumas coisas até melhoram, mas sempre há coisas para adicionar um pesinho que seja.

Perceba agora, toda aquela leveza está indo embora. Por quê? Simples, algum pensamento está em evidência e é muito fácil de saber sobre o que se trata. O que mais poderia angustiar tanto uma pessoa tão jovem? Hoje eu não devo dormir bem de novo. É, acontece. 

Eu sei que pegar o telefone não vai adiantar nada. Todos estão dormindo. Quem iria conversar comigo a essa hora? Não, não posso atrapalhar o sono dos outros. Eu já me atrapalho demais. E se atendessem? Talvez eu pudesse desabafar um pouco, tirar esse pensamento da minha cabeça. Não, não, desiste. Não é capaz de entender que são todas as pessoas erradas?

Erradas? Sempre são elas. Chega a ser chato isso. Tentamos, tentamos e tentamos e tudo que o mundo nos dá é a pessoa errada. Mas será que não existe a possibilidade de o errado na verdade ser o certo e certo ser o errado? Confuso, muito confuso o jeito que a vida trata essas questões.

Fica muito claro que esse não é o fim. E ele está longe, muito longe mesmo. Essa leveza é apenas temporária. Um dia, quem sabe, essa angústia toda passa, pesadelos se transformem em sonhos e todas as noites voltem a ser tranqüilas. Veremos...

quinta-feira, janeiro 06, 2011

O Disco Voador [OVNI]

Em muitas noites, costumava a ir a grandes clareiras onde podia ver estrelas, constelações e passar a noite se divertindo com todas essas coisinhas do céu. A imensidão costuma me hipnotizar muitas vezes. Não dá pra negar que se apaixonar pelo céu estrelado das noites é muito fácil.

É raro, mas em algumas ocasiões, estrelas apresentam uma movimentação estranha e incomum. Um espetáculo bonito de se ver. Pergunto-me muitas vezes se são realmente estrelas. O que impediria que fossem discos voadores? Hmmmmm, minha mente tá imaginando demais.

Certo dia, em uma clareira, acompanhando uma dessas movimentações estranhas de estrelas, percebi algo muito diferente. Uma estrela fazia um ziguezague um tanto quanto estranho. Pra lá, pra cá, pra lá, pra cá. Não conseguia de jeito nenhum tirar os olhos dela. “Tem de ser um disco voador, não pode ser uma estrela comum.” Pensei. Fiquei imaginando o que era que ele tinha. Pra lá e pra cá.

Discos voadores ainda são muito misteriosos. Mistérios os cercam por todo o lado. Querendo descobrir todos eles,continuei indo todos os dias para a mesma clareira e ele estava sempre lá. Pra lá e pra cá. Depois de alguns dias, achei que ele estava me observando também, querendo saber dos meus hábitos e costumes. Curioso. Era muito estranho a conexão que ele tinha com as estrelas, mas não deixa de ser uma coisa bonita.

Foram muitas as noites que acompanhei aquele OVNI. Depois de tanto tempo, tive de considerá-lo meu amigo. Uma amizade um pouquinho estranha, admito, porém, não era por causa disso que íamos deixar de ser amigos. Conversávamos através de observações e achava que conseguia entender tudo que ele queria me dizer. Belo, muito belo.

Um amigo desconhecido. Muito interessante mesmo. Anos e anos se passaram e continuávamos a nos falar. Tivemos que nos distanciar um pouco, mas isso não era impedimento para que continuássemos nos falando. Percebi que ele não tinha controle do que fazia. Todos os movimentos eram controlados por comandos de outros lugares, outras naves ou algo do tipo. Por causa disso, eu entendi que isso não ia durar muito mais. Ele teria de voltar de onde veio.

Pra lá e pra cá. Nunca entendia esse comando. Por que ficar nesse ziguezague constante durante tanto tempo? Nunca quis me explicar o motivo, mas eu tinha algumas coisas em mente. Clareira bendita, me fez conhecer um grande amigo.

Um dia desses, voltei à grande clareira e ele não estava lá. Tinha partido. Uma despedida silenciosa essa. Não haveria mais o pequeno ziguezague confuso. Disco voador, sentirei saudades e espero que sinta também. Nossa amizade, eu sei que ela foi verdadeira, por mais longe que estivéssemos. Pequeno grande OVNI, saiba que estará sempre guardado em meu peito. Grande e confuso objeto, você foi/é/sempre será muito importante. Ficarei aqui nessa velha e companheira clareira. Vou esperar seu retorno por mais que demore. Se demorar demais, vou ter de arranjar um jeito de te encontrar no espaço. Acho que....... talvez, esse possa ser o início de uma jornada e tanto. Malas......... aí vou eu.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Insônia

Prisioneiros da noite e inimigos do dia, já estão cansados de terem de fazer tudo que são obrigados. Ficam entediados quando estão acordados e têm medo de dormir quando a noite chega. Pesadelos não os abandonam e o que seria um descanso deixa a mente fraca e dependente. Isso é exatamente como as coisas são.

A luz do dia é um tormento, machuca e machuca muito. O dia é um grande inimigo e a noite é um grande carrasco. O Sol queima sem dó e a Lua diz poder dar uma vida melhor àqueles seres amaldiçoados. No início, eles até acreditavam, mas agora tudo que fazem é sofrer mecanicamente ignorando todo e qualquer estímulo externo. Isso é exatamente como as coisas deveriam ser.

Prisioneiros, quando será que vão reagir? Será que conseguem viver quanto tempo nessas condições? É visível que já estão cansados e que querem se comunicar de forma mais aberta, porém, suas línguas não deixam as palavras serem formuladas. Sendo assim , não podem reclamar. Se bem que, vão reclamar do que? É tudo tão normal. Não há nada de estranho em viver rodeado por vulcões e miséria. Palavras e palavras, são muito fáceis de serem esquecidas. Isso é exatamente como um dia disseram que seria.